Bem-vinda ao Nós da Terra.

O nome não é acaso. Toda planta que floresce bonito passou primeiro um tempo enfiada no escuro, debaixo da terra, sem saber ainda que virava alguma coisa. Eu escrevo daqui desse lugar de raiz, antes da flor.
(Sim, eu sei, começar um “Sobre” falando de planta parece papo de terapeuta com incenso. Mas espera, fica comigo.)
Quem escreve isso aqui
Meu nome é Maura, sou uma mulher senhora (sempre tive alma de anciã e receio que o corpo, também), trabalho com direitos humanos e questões socioambientais, o que, convenhamos, já entrega bastante sobre o tipo de olhar que eu carrego pro mundo: crítico, um pouco cansado, mas ainda assim teimosamente esperançoso. Fora do expediente, sou estudante antiga (e intensa) de desenvolvimento humano, autoconhecimento e de tudo que ajuda a entender por que a gente repete os próprios padrões, mesmo sabendo, mesmo jurando que dessa vez seria diferente. (quem não?)
Estudo isso com livro, com terapia, com tarô, com bruxaria, com litrão de bar e fofoca entre amigos. Uso qualquer ferramenta que me ajude a entender a engrenagem cética o suficiente pra não engolir milagre, fiel o suficiente pra confiar que existe um Universo com plano, mesmo quando ele parece estar de brincadeira comigo.
Por que “alquimia”
Porque autoconhecimento de verdade não é decoração de feed nem citação bonita, é processo bruto, meio sujo, que pega o chumbo que a gente carrega (as feridas, os padrões, as histórias que a gente conta pra si mesma) e tenta, com muito trabalho e nenhuma pressa, transformar isso em outra coisa. Alquimia interior. E, sempre que der, alquimia exterior também porque uma coisa alimenta a outra. (pega o caldeirão e prepara as ervas!)
Tarô, bruxaria, terapia, espiritualidade: pra mim não competem entre si. São ferramentas diferentes pra abrir a mesma fechadura.
O que você vai encontrar por aqui
Textos sobre dependência emocional (o meu tema mais estudado e mais vivido, credo), padrões relacionais, autoconhecimento, espiritualidade prática (cartomancia e incenso também, porque não?) e uma boa dose de humor ácido, porque falar de dor sem rir um pouco dela é sofrimento sem função.
Nada aqui é conselho de terapeuta, nem verdade absoluta. É reflexão minha, em voz alta, com a esperança de que ela cutuque também a sua.
Seja bem-vinda à raiz. A flor a gente constrói juntas.